Xeque-morte mata a sorte do soldado-imperador brancocor coroado, derrotado no tablado quadriculado.
A marmorederme decrépita, a córnea plúmbea sanguininjeta explodódio frustrado, jogam agora dado.
O copo de hemato-Baco e o tabaco no ar bailarinando redondas rodelas rodando reondas voltando revoltas, rolando os dados no velcro verde, vende a álma por par de seis par de seis par de seis pelamordedeus par de seis e vamolá par de seis pára para para pa-a-a-aa-ra ... quatro-três. Suor nariz-boca-queixo-chão, nãonãonãonão! treme a mão torta, tonta roda cabeça roda moeda, roda roleta rodando flamenga treva sangue treva sangue treva sangue a bola branca brinca a sortemorte, a granaviva verde no disco treva-sangue-treva-sangue som de trac trac trac, a catraca quase para, trac trac catrac - a catacrese é a metáfora estuprada pelo popular - a bola no ar, a bola no vão, a bola na cova enterra a esperançofrênica sofrida da jogadência decaviciada - vida amorfa, ao mofo jogada, jorrada da veia pra mesa, pra tábua, pra roda, pro ringue, pra ficha pra ficha pra ficha pra ficha, pra fossa, pra cova. Pra merda.
Pra quem a vida venta, só a dor é sólida.
Perder é o vício.
A marmorederme decrépita, a córnea plúmbea sanguininjeta explodódio frustrado, jogam agora dado.
O copo de hemato-Baco e o tabaco no ar bailarinando redondas rodelas rodando reondas voltando revoltas, rolando os dados no velcro verde, vende a álma por par de seis par de seis par de seis pelamordedeus par de seis e vamolá par de seis pára para para pa-a-a-aa-ra ... quatro-três. Suor nariz-boca-queixo-chão, nãonãonãonão! treme a mão torta, tonta roda cabeça roda moeda, roda roleta rodando flamenga treva sangue treva sangue treva sangue a bola branca brinca a sortemorte, a granaviva verde no disco treva-sangue-treva-sangue som de trac trac trac, a catraca quase para, trac trac catrac - a catacrese é a metáfora estuprada pelo popular - a bola no ar, a bola no vão, a bola na cova enterra a esperançofrênica sofrida da jogadência decaviciada - vida amorfa, ao mofo jogada, jorrada da veia pra mesa, pra tábua, pra roda, pro ringue, pra ficha pra ficha pra ficha pra ficha, pra fossa, pra cova. Pra merda.
Pra quem a vida venta, só a dor é sólida.
Perder é o vício.
3 comentários:
Moço, agradeço imensamente por ter colocado o poema na capa. Mto gentil tbm foi o seu resumo dele. O meu dia ficou mais colorido depois do seu comentário no site e no meu blog. Adorei isso daqui e pode ter certeza de que eu voltarei seguramente mais vezes e com mais tempo para ler alguns posts mais antigos e comentá-los. Por enquanto posso falar apenas deste, que é de uma beleza lingüística e metafórica sem par. Os jogos de palavras são maravilhosos. Vou linká-lo no meu blog para eu te ter mais à mão e para que os meus visitantes tbm te vejam. Bjs, moço. Mais uma vez obrigada.
Prostituto insanso - prostitudo desgraçado das palavras...
vou comentar aki
oque comentei no msn quando li esse texto
OVULEI!!!!!!
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